Resumo
Palavras – Chaves: Impressos, Jornal e Sala de aula.
A invenção da Imprensa no século XV possibilitou alargamento tão grande ao acesso ao saber escrito, que este começou a escapar das mãos dos poderosos e vem se tornando cada vez maior até nossos dias. A Igreja como detentora do saber escrito durante séculos, mantém o controle sobre as classes menos favorecidas pregando e divulgando através da retórica, temas do seu interesse voltados a priori para manter seu status/poder.
Escrever e ler foram, durante milênios, privilégio das classes dominantes ou de categorias especiais no interior das sociedades mais desenvolvidas. (Paillet, Marc. 1986.)
A criação dos jornais modernos marcou uma outra etapa nessa divulgação das informações. O primeiro jornal a ser editado com objetividade e neutralidade na informação ocorreu na França em 1681, no Gazette de France pelo jornalista Théophraste Renaudot. O jornalista pretendia comunicar os fatos desprovidos de conotações afetivas. Com o surgimento, das grandes agencias internacionais de noticias no século XIX, e os avanços na comunicação jornalística, pressupõe-se que as informações veiculadas nos mesmos teriam objetividade/impessoalidade, sem analisar que as grandes agencias estão nas mãos dos grandes grupos econômicos ou governamentais. Como texto escrito constitui uma forma de poder, as agencias, filtram o que querem noticiar usando discurso com fins ideológicos e políticos.
O relato dos acontecimentos, por conseguinte ficou ligado naturalmente ao que as classes dominantes consideravam essencial. (Paillet, Marc. 1986)
Contudo, os materiais impressos adquiriram uma grande importância na área educacional, proporcionando aos alunos, o acesso aos livros (e outros, como os jornais e revistas) o que muito contribuiu para a efetivação de sua aprendizagem. Os livros didáticos apresentam uma ferramenta de extrema importância para os estudantes no momento em que os professores conseguem fazer estudos correlacionados com o cotidiano dos alunos e seu dia a dia.
A utilização dos jornais no ambiente escolar ficava restrito ao aluno em buscar por recorte de figuras diversas, notas das datas comemorativas, e textos ligados ao conteúdo do livro didático. Devido às diversas formas como os materiais impressos são divulgados para os alunos, os mesmos tornam-se um instrumento legitimo na aquisição do conhecimento e da informação. O papel dos professores nessa mediação é conduzir, selecionar, organizar e interferir para que sua utilização seja satisfatória e produtiva. Ao ter acesso as diversas fontes, as novas concepções de vida o aluno torna-se um leitor eclético, amadurecendo com o convívio das diversas linguagens e passa a discernir o saber verdadeiro, alcançando o conhecimento pleno. Ao efetuar suas leituras de mundo os alunos desenvolvem uma visão crítica, aumenta o respeito às opiniões diversas e às diversas culturas.
Referências:
Faria, Maria Alice. O jornal na sala de aula. 9 ed. São Paulo: Contexto, 1997- (Repensando a Língua Portuguesa).
Produção e circulação do conhecimento/ Eduardo Guimarães (org.). Campinas, São Paulo: Pontes Editores, 2001. 269p.
Tecnologia educacional: política, histórias e propostas/ organizador por Edith Litwin, Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
